Vivo o desespero da cauda a quem cortaram a cobra.
Contorcida nos restos de energia. Aflita sem saber por onde a dirigir.
Apontada à morte, sem saber mais caminhos para caminhar. Aos saltos desvairada em anéis de escamas, delineando labirintos.
Estou ali, simples, na terra escura de onde sinto que não sairei mais.
algures em 2007
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