12 de abril de 2010

Uma verdade ao domingo

A verdade absoluta não existe porque a verdade é mutável.

A premissa anterior é falsa ou é verdadeira?
Se se aceita que é falsa a verdade absoluta existe.
Se se diz ser verdadeira... e se a verdade é mutável, para mudar tem um dia de se tornar imutável.
Mas o que é uma verdade imutável se não uma verdade absoluta?

(eheheheh :P)

8 de abril de 2010

26 de março de 2010

Reviro às voltas

Dias de chuva dão-me para concluir coisas.
Cá vai mais uma brincadeira com desenhos e imagens. Só gostava de ter um programa melhorzito para fazer destas coisas. O Windows Movie Maker é mesmo limitado, coitado... Mas sempre dá para fazer umas experiências.



Ah, entretanto a música é um pequeno excerto da Valsa dos "Diabo a 7", do album Parainfernália. Vejam mais no myspace deles.

13 de março de 2010

Afirmação

Não é do doce aroma das flores que eu provenho hoje... mas da sua massa fria esmagada em cor primeira. Não é da língua das fadas mas da dos motivos por detrás dos encantamentos, com todas as razões humanas e duras, e não das falinhas mansas com que se apresentam decorativas. Nasço, morro e renasço... enquadro o percurso e reafirmo... e vejo-me tocada pelas dores e pelas cicatrizes, pelos terrores súbitos e repentinos, contidos e controlados, pelos vigores de quem não desiste, belos de expressão viva, pelas notas fortes de vibração eléctrica ensurdecedora de múltiplos pensamentos e contradições. Humanos e fascinantes.

Não, definitivamente eu não venho dos sininhos repicantes, não amo o gliter nos lábios e a brilhantina a luzir sob holofotes. O que posso fazer se me não contento na suavidade das belas imagens e nos tons cremes onde os homens gostam de encontrar repouso... e me aproximo mais da convulsão geradora de tambores em meio ao temporal? Não são as ondas mansas que me identificam e apaziguam, é o seu estrondo no vento e na falésia abrupta. O ímpeto, a força, e mesmo o medo que seduz. Há mistério para lá de... a energia e a procura constante, o ir e vir que não são linhas estáticas e mortas...

24 de fevereiro de 2010

Can of Worms (Trunks of old and dark spirits I)

Can of Worms

I’ve opened a can of worms yesterday night.
Opened it happily, under the candlelight,
on the desired pretence that maybe it could hide,
all the answers of the past that I could not find.

So I opened the can of worms yesterday night…

And even as they slipped right into my hand
I kept looking at them, amazed by their stand.
I could not realize the peril and the fright
of exploring dead feelings that weren´t alright.

But now the can is empty, I was left without words,
‘Cause all that I can feel in me… is the crawling of worms…


18.02.10 Coimbra

18 de fevereiro de 2010

Olaria- ló-lé

Ora agora amassas tu, ora agora rolo eu, depois repuxo dalí e pressiono dacolá... Isto não é muito diferente de dançar, só que é apenas com as mãos eheheh! Assim lá fiz uns paralelepípedos para poder cozinhar, perdão, cozer, no forno! HUmmm! A 950ºc, por períodos de tempo diferentes. Depois a brincadeira ainda não acaba, vou poder parti-los todinhos e esmigalhá-los se me apetecer para ver como é que a duração da cozedura nestas temperaturas baixas as afectou.

Ficam as fotos de uma tarde divertida :)





13 de fevereiro de 2010

Significado - A musica Portuguesa se gostasse dela própria

Talvez porque fiquei cheia de curiosidade hoje coloco aqui, como não é hábito, uma "relocalização" do trailer do próximo filme do Tiago Pereira, apresentado pela D'Orfeu. Quero discutir a criação de públicos!!!!

Trailer - SIGNIFICADO - a música portuguesa se gostasse dela própria from Tiago Pereira on Vimeo.



E fico ansiosamente à espera do filme por inteiro... e de debates, mais debates! E se? E se?

8 de fevereiro de 2010

Explorações

Um dia vestiu-se daquilo que nunca soubera existir para explorar novos horizontes e experimentar, entrever, os desejos do que quereria tornar-se um dia. Depois essa roupagem colou-se-lhe ao corpo e deixou de encontrar à volta qualquer outra com amplitude suficiente para cobrir as formas nuas da carne viva, entretanto mudadas.

Disfarçada, em todos os finais de cada dia abeirava-se do mar de imagens e de sombras, passadas e presentes, escorrendo-as por entre os dedos como areia fina e desfiando o choro do apaziguamento em cada despir despojado. Encontrava-se assim na penumbra enfeitiçada, alcançando a felicidade da paz num caderno aberto e na negação de qualquer roupagem. Naquele ambiente ninguém jamais sentira frio ou espirrara contra correntes de ar porque ali luziam chamas de verdade a quente.

4 de fevereiro de 2010

31 de janeiro de 2010

Cauda

Vivo o desespero da cauda a quem cortaram a cobra.
Contorcida nos restos de energia. Aflita sem saber por onde a dirigir.
Apontada à morte, sem saber mais caminhos para caminhar. Aos saltos desvairada em anéis de escamas, delineando labirintos.
Estou ali, simples, na terra escura de onde sinto que não sairei mais.

algures em 2007

23 de janeiro de 2010

Malabarista

Via uma Maçã...
e o dedo sinistro apontava o alto,
depois pendia, acusava, movia.
Gira, gira, gira, gira!
Na outra ponta, pequenina,
a maçã encarnada girava,
brilhante de casca rodada,
Roda, volta, rodeia, vai…
em malabarismos equilibrada.

O solo p’ra baixo, a dureza, hop!
De um terceiro andar, à varanda,
cai não cai, caía quase.
Ela tonta e assustada.
Ele divertido, a par de nada.
O medo, o medo, o medo,
salta não salta, a dureza, não!
A par de nada… esborrachada.

E de volta à fruteira, ele continuava
o dedo sinistro apontava o alto,
depois pendia, acusava, movia.
Gira, gira, gira, gira...

15.04.07

17 de janeiro de 2010

Ao deus dará

Desprovido de consolo 
o Homem anda, mais e mais, 
o Homem busca, aí se enreda, 
o Homem cresce, segue e vai 
 
Desprovido de consolo 
o Homem anda... 
 26.10.06

11 de janeiro de 2010

Afinal o que é um Banco?



Não gosto nada de não citar fontes... mas é que esta vinheta chegou-me por email e não sei onde estará online... de qualquer forma era boa de mais para não a trazer para aqui eheheh!

Memórias das danças no Ano Novo

Bom... esta dança eu não dancei (mas já dancei antes com o pessoal do GEFAC eheh), como tantas outras deste festival, porque isto de andar para frente e para trás a carregar coisas e tal não dá muito espaço mental para bailios, o balanço é outro eheheheh...

Mas é uma boa amostra da dança e do ambiente que vivemos e que foi, mais uma vez, fenomenal! Este ano só com grupos Portugueses! Bem haja a todos os que vieram passar o ano connosco e ao Tony pelas filmagens... Um bem haja mais uma vez ao CNM por nos receber no seu espaço sempre com tantas facilidades e simpatia! Quanto a mim, recordo que acabei esta noite como fervorosa guardiã de uma brilhante árvore de Natal que ia sendo desmembrada... Ai Senhores Galandum, Senhores Galandum!!! LOL



Musica: Senhor Galandum interpretada pelos Galandum Galundaina de Miranda do Douro

28 de dezembro de 2009

Festival de Passagem de Ano em Coimbra






















Está quase a começar mais um festival de musica e dança, de raiz tradicional mas com rebentos e ondulações contemporâneos. Em pleno inverno a árvore veste-se de cores e gestos que aquecem qualquer noite fria do passar do tempo, as saias e os sapatos aprontam-se para rodar nos ramos ao som de vários ventos de outrora e de agora. O Rodobalho e a Tradballs convidam novamente a que demos as mãos e encontremos os pés.
Espero encontrar-vos por lá... a partir de dia 31 até dia 2, em Coimbra, no Centro Norton de Matos.

Para mais informações visitem:

http://www.passagem-de-ano.net/

ou através de

http://www.rodobalho.com

21 de dezembro de 2009

Corada

Suspiros lembram-me que era de ontem e não de amanhã que se pintavam os castelos ao lusco fusco de alaranjado fulvo ao pôr-do-sol. No inverno possuem-se as cores que despontam no inverno, por muito que seja saudosa a lembrança do final de verão.

É nessa altura que as pessoas desatam a falar de estações do ano e a discutir se faz frio ou se chove debaixo das gabardines... quando na realidade o que importa são as cores... e se adivinha que amanhã o pôr-do-sol visto de frente terá os mesmos tons de cinzento de nuvens que já trazia de hoje. Inventam-se novos suspiros na monotonia cromática.

Luze porém, em meio ao cinza, a luz de Prometeu, na minha casa. E é não o sol mas a labareda que me atiça a esperança das cores de agora, e de todas aquelas que acenderei amanhã.

10 de dezembro de 2009

Impressões de Viagem: Barcelona

Barcelona o patchwork que funciona.

Sob o sol, uma manta de retalhos de imagens várias e muitas cores, padrões abstractos, animais e vegetais e contrastes de texturas, combinações de cores e materiais. Eis a cidade! Barcelona do ferro fundido, do tijolo, do azulejo e do vidro colorido em vitral. Arquitecturas pintadas e misturadas, linhas direitas e linhas fluídas, quebradas e continuas, jogos de volumes largos e estreitos, de sombras e de luz, numa imensidade de pormenores que quase poderiam oprimir... mas estranhamente... não.

Barcelona, barroca de efeitos, de enfeites, mas curiosamente leve, distando menos de um centímetro do kitsh... que resulta e não o é... Uma cidade que senti sintetizada na fachada da Sagrada Família: A mistura de pormenores e contrastes, de materiais, de palavras com estalactites, do antigo com o moderno, de linhas curvas com ângulos agudos e rectos, da pedra e cimento frios com a cor gritante dos pinaculos e de uma àrvore solitária cheia de pombas... um exercício de mistura quase a uma unha de distância do mau gosto profundo... com um resultado estranhamente equilibrado e elegante, dinâmico e fluído até! Como é possível?

Não sei... aí está o fascínio que trouxe de Barcelona, o apreço pelo seu burburinho alegre e a vontade de regressar para explorar e sentir mais.

3 de dezembro de 2009

Conversas da irmandade

- Caríssimo irmão, Um dia destes estás intimado para me dar uma ajudinha.

- Hum… e qualquer dia destes tu estás é agarrada a uma tomada!

- Oh, olha que parvo! Estás a ouvir mãe o que o teu filho me deseja?

- Só te desejo coisas boas, maninha. É bom para emagrecer, com a passagem da corrente. Deve ser bom!

É caso para dizer que, com irmãos destes... ninguém precisa do Talon.

24 de novembro de 2009

Anonimato

Podemos aceitar ser anónimos entre estranhos… mas não perto dos amigos e familiares. Às vezes surge o desejo desse anonimato, do poder sentir simplesmente o momento, despojado de nós, do passado e do futuro. Só mais um, entre estranhos… mas isso não é possível na aldeia onde se nasceu. Não é possível no meio da família e dos amigos, por isso à vezes emigra-se, e de lá longe fazem-se muitas coisas e vive-se o presente.

14 de novembro de 2009

Ninho de gato


Mio... hoje mio e mio alto, 
porque miar é inerente ao gato 
e me revi, matinal, nesse retrato. 
Com vastos bigodes desfiados 
e a querer oferecer-me aos miados... 
Rocei-me na fímbria da velha 
e levei com uma pedra dura. 
escorreguei por uma telha 
e deram-me com a vassoura. 

Miaaaauuuu! 
E eu hoje que só queria... 
uns carinhos no focinho, 
o mimo de um bom toucinho, 
mas parece que não havia... 
E eu bem os dei... sorrisos leves, 
soltei-os pelo canavial, 
Dei até festas ao cão, mas breves, 
não fosse ele... entender mal. 

Miaaaauuuu! 
Ah, mas mal me parecia... 
Isto nem resulta aqui,
nem na outra freguesia... 
Pra esquecer a fome de tanto, 
sem ninguém que por mim espreite, 
só me resto eu no meu canto 
de gato aninhado e sem leite... 
 
14.05.09

8 de novembro de 2009

Oficinas de S. Martinho 2009

Os dedos que tocam e exploram, aprendem. Os dedos que libertam
o som, nos instrumentos.Os dedos de mão aberta e mão fechada,
no violino, no cavaquinho, na concertina,na pandeireta, no adufe,
nas percussões,os dedos na Gaita e na fraita, os dedos nos paus
onde se não pode acertar. Os dedos que se mexem e entrelaçam.

Corropios de dedos também em abraços. Dedos de conversa e
amizade,dedos especiais em braços abertos. Dedos à volta de uma
bebida quente à chuva. Dedos de mãos dadas na dança e dedos que
estalam no ar.

Dedos das mãos que maravilham e constroem. Onde nada havia, tudo
se transformou e encheu. Dedos dos pés que nos carregam no
maravilhoso encontro e encanto de estarmos, de nos darmos, de
partilharmos, sempre ao som da musica de hoje e de antanho,
sempre na dança dos movimentos.

Bem haja a quem esteve nesta 3ª edição das Oficinas de S.
Martinho, a quem colaborou, se deu, nos deu! Acordo hoje com um
sorriso de orelha a orelha, desenhado pelos vossos dedos...

E mais, que entretanto veio à luz do dia... tivemos direito a artigo no Diário de Coimbra de hoje. Ora vejam...



1 de novembro de 2009

Fides



Chove na rua uma água fina e insonora de paz e bênção. A verticalidade espalha-se derramada e sobe depois ao ar, recheada de odores da terra fresca. Cai-se do branco celeste, em traços curtos que agitam a paisagem repousada e quieta... abandonada ali, escoada das gentes e dos seus passos curtos.

Indiferente, a rua chove... e dali me alcança numa aragem fresca e simples de conforto e protecção. Olho-a como chegou, literalmente uma dádiva celeste de um pacato céu de domingo... que assim me oferece o usufruto do presente, sem pedir em troca qualquer demonstração de fé.

01.11.09

14 de outubro de 2009

Inanimado

Inanimado...
Diz-se do objecto encaixado na parede
Inanimada...
Diz-se de lhe. Dele. Dela.
Sem alma.
A porta na parede moveu-se.
Fechada, abriu-se, sem ser de si.
Aberta, bateu-se sem se magoar.

Inanimado...
Inanimado diz-se do vento.
Inanimado mas móvel...
Diz-se também de lhe. Dele.
Sem alma.
O vento insuflou, abriu e fechou a porta,
Tocando-lhe sem intenção reconhecida,
Que não há alma numa corrente de ar, só Física.

Animado...
Animado dir-se-à do eu.
Animado...
O eu que se possui. O me-eu. Mim.
Mim que me movo e me penso.
Mim com ânimo, se me não faltar.
Portas que batem... ninguém entra ou sai de aqui. Daqui.
Des-animado vento, insufla-te e leva –me... mas não pela porta
Prefiro voar pela janela.

02.03.09

22 de setembro de 2009

The fantome of "The ring"

Comming from long ago in the past, a transparent and incolor ring that someone wore. Excavated, it came to the lab... the archaeologist studies it, measures it, looks at its surface to see the strains... and suddenly, while taking a photograph, she sees... near a fracture, on the right... looking right through... the face of a blacked eye fantome boy!

Can you see it? I chanlenge you!
It is true... I've seen it there and in fact it is... Spooky!!!!






21 de setembro de 2009

Parvoices a um tempo

Permitindo-me passar ao papel
Palavras pensadas por p(ês).
Principio pelas Panelas,
Paredes pintadas, e pevides,
Pêras, pomos e pis...tachos.

Passo aos paspalhos pimpolhos
Perambulando pelo pátio
De papoilas puidas plantado.
Oh!
Passou-se-me a pila, o pénis,
e o penteado da personagem plácida
prostrada aos pés de um poderoso palerma.
Para quê pensar parvoíces?
Parece-me perda... perda de tempo!

Teria, então, talvez, tentação
De tentar trocar o tom
Que tolice!

Na política podem os P(ês).

uma parvoíce de 2001

10 de setembro de 2009

Exibit: Sessão fotográfica com Modelo

(Eh eh eh! Não resisto...)

O Blogue Disfarsa tem o prazer de apresentar em primeira mão, uma amostra do resultado de uma sessão fotográfica desenvolvida em Madrid, datada dos finais do ano de 2008, que só hoje vê a luz do dia. Este inolvidável trabalho foi concebido por uma tripla de ideólogos e mestres da arte visual, ancorada na criatividade de uma conhecidíssima dupla de promotores/contadores de histórias de âmbito internacional Ibérico.

Pode dizer-se que o tema da composição enquadra duas temáticas populares que percorrem sob várias formas a cultura tradicional e a contemporânea, e que se podem resumir nos conceitos de: "Quero beijar a gaja que todos dizem que é boa - ou práticas e rituais de inserção do homem comum na comunidade viril do seu tempo"; e "Eu digo mata e tu esfola - ou a expressão grupal do "faça você mesmo" em contextos de lazer". Neste trabalho assiste-se pois à concretização destes temas num fabuloso ensaio fotográfico de perspectiva e cor a 3 vozes.

Em primeira mão pode ainda dizer-se que a oportunidade que o Dizfarsa teve de confraternizar com estes artistas veio apenas confirmar o génio, o choque profícuo de imaginários que se acrescentam e a criatividade feita do estímulo do quotidiano. Um simples passeio na rua, pode assim tornar-se moto suficiente para tocar estas sensibilidades e assim metamorfosear a realidade em composições de embriaguês mental. Também ela uma das temáticas mais caras à sociedade hodierna.


A. Contador Tricorne Português empoleirado em ritual de Adoração



B. Contador irmano Tricorne concretiza desejado ósculo na Musa






C. "Ora abóboras!"Ou a expressão das diferenças comportamentais





D. Desconstrução formal de um conceito em movimento ou A exploração da multiplicidade funcional das aberturas






E. Extrapolação infantil ou... ficava mesmo bem aqui um tom de azul!




Para quem leu isto tudo até ao fim LOL, pode votar na sua composição favorita, que será acrescentada às imagens de "capa" deste blogue, usando as letras A, B, C, D e E.

2 de setembro de 2009

A Mandatária para a Juventude do PS

Dada a minha natureza apartidária e sentimento avesso ao diz que disse, não costumo comentar certas coisas, mas esta eheheheh, caiu-me tão bem no goto que me fartei de rir. Não é bem a pessoa mas é o contexto LOL!

Alguns dos meus amigos receberam anteontem um email que dizia qq coisa do género "apreciem o estilo". Se seguiram o link logo nesse dia poderão ter avaliado a beleza jovial e a profundidade das observações de uma jovem Mandatária para a Juventude do PS sobre si própria, bem como os seus elevados princípios... de competitividade... mas se consultaram ontem ou depois... nicles!O video foi apagado.

Fartei-me de rir com a pontaria de quem associou os dois discursos... ainda mais me ri quando vi que retiraram o video. Eheheheh! Terá alguém ficado atrapalhado? LOL! Situações destas, bom, só mesmo à gargalhada! De qq maneira tinha de ir verificar onde andaria o video, que não me agradam estes desaparecimentos, e afinal ele anda aí só que noutros sítios. Por exemplo podem vê-lo clicando no título desta mensagem onde pus a hiperligação. Ora apreciem bem eheheh! O que é que o quê diz de quem? LOL



Este excerto do Bartoon vem do Publico de anteontem.

29 de agosto de 2009

Festival Sons 09 - 4 a 6 de Setembro. Na aldeia de xisto de Janeiro de Cima

Em Janeiro de Cima, no Fundão... no primeiro fim de semana de Setembro...

Visitam-se Aldeias do Xisto, baila-se, toca-se, canta-se, tece-se, faz-se pão, passeia-se de barca no rio, ou de burro, ou a pé, ou de bicicleta, tomam-se banhocas ao sol, ouvem-se histórias, saboreiam-se pratos locais, pintam-se caretas, reutilizam-se objectos velhos, faz-se ioga, acampa-se, dorme-se, conversa-se, ri-se...

Vive-se a simplicidade do estar e do fazer, vive-se a natureza que não se esgota... e se renova!




Mais informações em:
http://www.rodobalho.com/sons/index.php

11 de agosto de 2009

Uma Dança

Juntos, aos passos lentos,
Dissolvidos na canção,
Enleando os movimentos,

Deslizamos pelo chão...
E rodopiamos, sem pensar,
Aconchegados num abraço,
ausentes de outro lugar,
Unidos em par,a compasso,
No movimento que descansa,
Na alma que acende em rubor,
Que evoca embalos de criança
e nos lembra o que é...
11.08.09

De regresso do Andanças, sobre o que é que eu poderia escrever? :)

31 de julho de 2009

Tropeção

Ups... 
em meio ao silêncio, só, de mão pendente, 
viu o corpo a desengonçar-se, por si, de repente. 

Ai... 
Compôs-se bem lesta, sem qualquer confusão, 
mas aquilo lembrou-lhe um'outra situação. 

Hum... 
E uma casual queda, uma cena irrisória, 
comichou-lhe de longe ideias na memória. 

Eh eh eh! 
De lá soltou o riso, em nervosa assentada, 
gargalhada sonora... a respeito de nada.

2009

17 de julho de 2009

Recado

Andava tão triste coitada 
com penas do seu só pesar 
que deixava as manhãs deitada, 
nas preguiças de acordar. 
A noite era rica e fecunda 
em viagens na imaginação, 
e enquanto dormia profunda 
passava-lhe a motivação.

Mas numa noite de insónia 
do que é que se pode lembrar: 
Se a noite forças lhe dava 
passava-as ao acordar. 
E como quem faz uma lista 
à noite escreveu-se um recado 
e deixou-o ao pé da vista 
num papelinho anotado. 

Logo o primeiro sono veio, 
com vontades de demora. 
Envolvendo-a sem receio 
de que despontasse a aurora. 
E erguida esta finalmente 
aliou-se a noite ao dia 
dois pólos na mesma corrente 
devolveram-lhe a energia. 

 01.07.06

17 de junho de 2009

Desinspiração classificada

Anúncio

Aspirante a escritora procura personagem fictícia para construção de história concreta. Intenções relativamente mais ou menos pouco duvidosas!

Pré-requisitos vagos e lassos a discutir por empatia. Dá-se preferência a contornos psicológicos bem delineados.

Respostas para qualquer jornal da minha preferência ou para esta entrada de blogue (eheheheh)

6 de junho de 2009

Rodobalho, CNM e RUC apresentam... Balharuco

Em vez de a toque de caixa, mas também com caixas que tocam, e cordas, e sopros, e vozes e teclas e... e... muitos passos em dança, acontece amanhã (já hoje), sábado dia 6, às 22h, no Centro Norton de Matos em Coimbra, o primeiro, o inimitável, o surpreendente e fabuloso(eheheh, já chega) BALHARUCO!

A prometer mais que promessas, certezas! Certezas da animação dos Endiabrados a Sete e dos Pés batendo a Terra, de um workshop orientado pela Gi e até de um Golpe de Estado em véspera de eleições (eheheh).

Sei que sou suspeita, e que com tanto adjectivo isto saiu em estilo publicitário LOL... mas estou mesmo em pulgas eheheh!




Encontramo-nos lá?


Duvidas ou mais informações sobre o Balharuco, vejam em www.rodobalho.com

28 de maio de 2009

Silêncios nos caminhos vermelhos

Ando silenciosa aqui no blogue, sim, silenciosa aqui e por aí... gozando as tardes vermelhas e as multicolores, na serenidade feliz de a quem o mundo enche e basta.

Sem palvras que me apeteçam, espero redimir-me com esta brincadeira de um destes dias.




A musica é o excerto inicial da 21 gramas dos Fol&Ar... se não conhecem vejam aqui: http://www.folear.com

14 de maio de 2009

GEFAC, pelos vistos hoje estou ali...

Pois pelos vistos eu hoje estou ali... ou aqui, decididamente estou lá, agora cá, depois ali... não aqui.

Bom, pelo menos bio-fisico-químicamente hei-de estar em algum lado, mesmo que existencialmente me distraia e não exercite o suposto erro de Descartes enunciado pelo Damásio e não esteja, exista em lado nenhum... mas isso não será hoje. Hoje hei-de deleitar-me com certeza em estar ali, lá, aqui...



Baralhados? Vão ver que promete (que eu já espreitei ensaios e estou em pulgas pelo resultado final)!

É no Covento de S. Francisco às 22h. Dias 14 (hoje) e 15 (amanhã) de Maio!

12 de maio de 2009

Dançando com Roncos e Curiscos... Mas o Colectivo chama-se RODOBALHO

O Portugal no Coração, programa estranhíssimo que nunca tinha visto... e continuo sem ver à excepção deste excerto (eheheh) passeou-se por Coimbra no fim de semana até, segundo consta, ter sido expulso pela chuva.



Sim, somos nós, ai ai ai, que este domingo fomos dançar com os belíssimos/as tocadores/as dos Roncos e Curiscos, por convite simpático deles... Depois lá meti a colher, mas de tão torta... esqueci-me de dizer o nome do colectivo! Dei a definição e o nome passou-se-me... ai tão tortinha Ana Bicazinha.

É Rodobalho pá! Rodobalho! Rodobalho! Rodobalho! O colectivo para a promoção das danças tradicionais em Coimbra chama-se Rodobalho!... Cara..*+#...mela!

http://www.rodobalho.com/

E as meninas até dançam quando não estão paradas eheheh! E os meninos e meninas até tocam e animam as hostes, LOL. Grande plano do Didjiridoo. Será que o cancelamento do programa teve alguma coisa a ver com esta dança e estes Roncadores do Curisco? A chuva... quero eu dizer... se calhar trocámos os passos e de um Pingacho fizemos uma Pingacha!!!

E ouviram bem que o Baião se engana e no fim diz os Roncos e Coristas???? Quem são as coristas, tá parvo?! Eh eh eh!

Cá vai a segunda musica tocada pelos Roncos e Curiscos:

5 de maio de 2009

Primavera

A conversa decorria fluída por sobre a erva verde-azul do fim de tarde quente e lassa. Braços e pernas pendidos na manta natural do solo, com cheiro a rio e a aragem fofa, marcada pelo grasnar de fileiras de patos e tonalidades de laranja em roxo. No meio das palavras, pontilhadas a silêncio do rumorejar brando das margens, ouviu-se dizer: Sim, é verdade que desejo o amor, mas por um qualquer artifício... pareço não querer encontrá-lo nos homens concretos e sim num plano qualquer de existência que nem se quer reconheço porque pelos vistos também não estou lá. Só então reparou que esmagava, misturando pétalas, flores brancas e azuis de espontaneidade e que efectivamente a primavera chegara sem avisar.

4 de maio de 2009

E quando não é amor?

Tantos e quantos e porque se escrevem continuados lençóis em versos de amor? 
Porque se verte costumeiramente sempre um e só tipo de emoção, ainda que derramado por sobre diferentes coxas? 
Não há mais sucos e odores por aí, para ter sempre e só que se cantar o Channel nº5? 

E quando não é amor? Não deve ser cantado 
O momento que vivido aconteceu? 
Que chegou do nada, sucedeu. 
Que de ponta à outra foi percorrido. 
Que pra nada vai, de já esgotado, 
passageiro e simples porque concluído. 

Sem necessidade de outras projecções, 
De lendas antigas ou castelos de fadas, 
De guerreiros em arco e poderosos dragões, 
de metáforas à pele de moiras encantadas. 
A realidade quente de pano deixado a cru, 
A simples pulsão de corpos buscando a nu... 

Não chega para ficar maravilhado? 
Então, quando não é amor, tem de se ficar calado? 

 04.05.09

9 de abril de 2009

Impressões de Viagem III

28 de Março de 2009

O mar enrolou-me na areia dos 30 anos em Lizard Point. 
Primeiro no topo de uma falésia a tomar café chilro e um Cornish Pastie, depois junto ao mar...

8 de abril de 2009

Impressões de Viagem II

Somerset, Devon e Cornwall (25 a 27 de Março)

Outro destino...
Com um sorriso, deixou-se na vida nova o amigo em pânico mental de ser assolado por multidões de Mozarts invadindo esquinas; e na cidade, a Pinakoteque que se queria ter visitado para além da porta fechada. Não se deixaram as visões de bicicletas, agora por outras ruas, uma entrou até na família pelas mãos de uma prima que recebeu um presente. A viagem correu-se em trânsitos de pés no chão, de pés no ar em voo, de carril, ou de quatro rodas... e nos dias seguintes com cheiro e vontade de quatro patas de ovelha ou pónei. Ficou só o cheiro.
-“Sei bem que tenho uma névoa de cigarro em volta. Afasta os mosquitos!”
Londres cheirou-se a Starbucks e depois a “bitter”. Londres solarenga de arranha-céus espelhados no fim de tarde, antes de conversas familiares na casa mais aziaga da Rua do Principe Negro, sem a presença do Harry Potter mas com a novidade do Watchmen em livro por companhia antes do filme.
Londres ficou para depois no lombo do transporte de aluguer. Uma meia de lã de conversas de caras antigas e novas foi-se tecendo aos poucos, a cinco agulhas; desfiada a ponta do novelo em refeições caseiras de pub de aldeia e pés molhados nas areias pretas de praias que um dia derrotaram invasões bretãs a golpe do povo.A vegetação densa cedeu como o dia e Darthmoor aproximou-se em mistério nocturno, perdida por estradas estreitas, onde contam as lendas já muitos não encontraram retorno.
“-In half a mile, turn left! In half a mile, turn left! Turn left! Turn left! Turn left!”
O cão dos Baskerville uivava o seu chamamento em voz digital mal compreendida, dirigindo os faróis até à porta de um celeiro, a estadia de repouso no meio da treva. O entusiasmo do insólito mistério. Animais patinhavam e resfolegavam mansos e surpresos, na quinta Burberrys, sem que acendessem a fogueira húmida para aquecimento das almas. A saliva revolvia-se nas papilas como reflexo de outro cão igualmente famoso até se resolver enchendo dos pratos as barrigas e do esforço crepitarem tons laranja.
O frio da pedra empedreceu ossos que custou aquecer no molhado da chuva. No molhado das pontes e dos círculos antigos de Grimspound. Cinzento. Casas, pedras, riachos e chuva, passeios na erva à procura de antanho e termos de chá quente e risos com biscoitos a renovar coragens para os engasgamentos do ponto morto do automóvel.
“- I am taking my license. Do you want me to drive?”
Um bigodinho de Poirot num episódio à beira mar, saltou de uma falésia no desejo de comer ostras. Ostras imaginadas e suculentas justificaram milhas, para ser impossível abri-las depois e partir à cata de um abrigo de lona para a noite. Sempre a chuva. Chuva e estrelas frias em botas más, acenando com os pés adeus aos vintes e comendo camarões fritos numa fofa alcatifa cor de laranja antes do deitar.

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