24 de novembro de 2009
Anonimato
14 de novembro de 2009
Ninho de gato

8 de novembro de 2009
Oficinas de S. Martinho 2009
o som, nos instrumentos.Os dedos de mão aberta e mão fechada,
no violino, no cavaquinho, na concertina,na pandeireta, no adufe,
nas percussões,os dedos na Gaita e na fraita, os dedos nos paus
onde se não pode acertar. Os dedos que se mexem e entrelaçam.
Corropios de dedos também em abraços. Dedos de conversa e
amizade,dedos especiais em braços abertos. Dedos à volta de uma
bebida quente à chuva. Dedos de mãos dadas na dança e dedos que
estalam no ar.
Dedos das mãos que maravilham e constroem. Onde nada havia, tudo
se transformou e encheu. Dedos dos pés que nos carregam no
maravilhoso encontro e encanto de estarmos, de nos darmos, de
partilharmos, sempre ao som da musica de hoje e de antanho,
sempre na dança dos movimentos.
Bem haja a quem esteve nesta 3ª edição das Oficinas de S.
Martinho, a quem colaborou, se deu, nos deu! Acordo hoje com um
sorriso de orelha a orelha, desenhado pelos vossos dedos...
E mais, que entretanto veio à luz do dia... tivemos direito a artigo no Diário de Coimbra de hoje. Ora vejam...

1 de novembro de 2009
Fides
Chove na rua uma água fina e insonora de paz e bênção. A verticalidade espalha-se derramada e sobe depois ao ar, recheada de odores da terra fresca. Cai-se do branco celeste, em traços curtos que agitam a paisagem repousada e quieta... abandonada ali, escoada das gentes e dos seus passos curtos.
Indiferente, a rua chove... e dali me alcança numa aragem fresca e simples de conforto e protecção. Olho-a como chegou, literalmente uma dádiva celeste de um pacato céu de domingo... que assim me oferece o usufruto do presente, sem pedir em troca qualquer demonstração de fé.
14 de outubro de 2009
Inanimado
Diz-se do objecto encaixado na parede
Inanimada...
Diz-se de lhe. Dele. Dela.
Sem alma.
A porta na parede moveu-se.
Fechada, abriu-se, sem ser de si.
Aberta, bateu-se sem se magoar.
Inanimado...
Inanimado diz-se do vento.
Inanimado mas móvel...
Diz-se também de lhe. Dele.
Sem alma.
O vento insuflou, abriu e fechou a porta,
Tocando-lhe sem intenção reconhecida,
Que não há alma numa corrente de ar, só Física.
Animado...
Animado dir-se-à do eu.
Animado...
O eu que se possui. O me-eu. Mim.
Mim que me movo e me penso.
Mim com ânimo, se me não faltar.
Portas que batem... ninguém entra ou sai de aqui. Daqui.
Des-animado vento, insufla-te e leva –me... mas não pela porta
Prefiro voar pela janela.
02.03.09
22 de setembro de 2009
The fantome of "The ring"
Can you see it? I chanlenge you!
It is true... I've seen it there and in fact it is... Spooky!!!!

21 de setembro de 2009
Parvoices a um tempo
Palavras pensadas por p(ês).
Principio pelas Panelas,
Paredes pintadas, e pevides,
Pêras, pomos e pis...tachos.
Passo aos paspalhos pimpolhos
Perambulando pelo pátio
De papoilas puidas plantado.
Oh!
Passou-se-me a pila, o pénis,
e o penteado da personagem plácida
prostrada aos pés de um poderoso palerma.
Para quê pensar parvoíces?
Parece-me perda... perda de tempo!
Teria, então, talvez, tentação
De tentar trocar o tom
10 de setembro de 2009
Exibit: Sessão fotográfica com Modelo
O Blogue Disfarsa tem o prazer de apresentar em primeira mão, uma amostra do resultado de uma sessão fotográfica desenvolvida em Madrid, datada dos finais do ano de 2008, que só hoje vê a luz do dia. Este inolvidável trabalho foi concebido por uma tripla de ideólogos e mestres da arte visual, ancorada na criatividade de uma conhecidíssima dupla de promotores/contadores de histórias de âmbito internacional Ibérico.
Pode dizer-se que o tema da composição enquadra duas temáticas populares que percorrem sob várias formas a cultura tradicional e a contemporânea, e que se podem resumir nos conceitos de: "Quero beijar a gaja que todos dizem que é boa - ou práticas e rituais de inserção do homem comum na comunidade viril do seu tempo"; e "Eu digo mata e tu esfola - ou a expressão grupal do "faça você mesmo" em contextos de lazer". Neste trabalho assiste-se pois à concretização destes temas num fabuloso ensaio fotográfico de perspectiva e cor a 3 vozes.
Em primeira mão pode ainda dizer-se que a oportunidade que o Dizfarsa teve de confraternizar com estes artistas veio apenas confirmar o génio, o choque profícuo de imaginários que se acrescentam e a criatividade feita do estímulo do quotidiano. Um simples passeio na rua, pode assim tornar-se moto suficiente para tocar estas sensibilidades e assim metamorfosear a realidade em composições de embriaguês mental. Também ela uma das temáticas mais caras à sociedade hodierna.
A. Contador Tricorne Português empoleirado em ritual de Adoração
B. Contador irmano Tricorne concretiza desejado ósculo na Musa
C. "Ora abóboras!"Ou a expressão das diferenças comportamentais
D. Desconstrução formal de um conceito em movimento ou A exploração da multiplicidade funcional das aberturas
E. Extrapolação infantil ou... ficava mesmo bem aqui um tom de azul!
Para quem leu isto tudo até ao fim LOL, pode votar na sua composição favorita, que será acrescentada às imagens de "capa" deste blogue, usando as letras A, B, C, D e E.
2 de setembro de 2009
A Mandatária para a Juventude do PS
Alguns dos meus amigos receberam anteontem um email que dizia qq coisa do género "apreciem o estilo". Se seguiram o link logo nesse dia poderão ter avaliado a beleza jovial e a profundidade das observações de uma jovem Mandatária para a Juventude do PS sobre si própria, bem como os seus elevados princípios... de competitividade... mas se consultaram ontem ou depois... nicles!O video foi apagado.
Fartei-me de rir com a pontaria de quem associou os dois discursos... ainda mais me ri quando vi que retiraram o video. Eheheheh! Terá alguém ficado atrapalhado? LOL! Situações destas, bom, só mesmo à gargalhada! De qq maneira tinha de ir verificar onde andaria o video, que não me agradam estes desaparecimentos, e afinal ele anda aí só que noutros sítios. Por exemplo podem vê-lo clicando no título desta mensagem onde pus a hiperligação. Ora apreciem bem eheheh! O que é que o quê diz de quem? LOL

Este excerto do Bartoon vem do Publico de anteontem.
29 de agosto de 2009
Festival Sons 09 - 4 a 6 de Setembro. Na aldeia de xisto de Janeiro de Cima
Visitam-se Aldeias do Xisto, baila-se, toca-se, canta-se, tece-se, faz-se pão, passeia-se de barca no rio, ou de burro, ou a pé, ou de bicicleta, tomam-se banhocas ao sol, ouvem-se histórias, saboreiam-se pratos locais, pintam-se caretas, reutilizam-se objectos velhos, faz-se ioga, acampa-se, dorme-se, conversa-se, ri-se...
Vive-se a simplicidade do estar e do fazer, vive-se a natureza que não se esgota... e se renova!
Mais informações em:
http://www.rodobalho.com/sons/index.php
11 de agosto de 2009
Uma Dança
Dissolvidos na canção,
Enleando os movimentos,

Deslizamos pelo chão...
E rodopiamos, sem pensar,
Aconchegados num abraço,
ausentes de outro lugar,
Unidos em par,a compasso,
No movimento que descansa,
Na alma que acende em rubor,
Que evoca embalos de criança
e nos lembra o que é...
31 de julho de 2009
Tropeção
17 de julho de 2009
Recado
17 de junho de 2009
Desinspiração classificada
Aspirante a escritora procura personagem fictícia para construção de história concreta. Intenções relativamente mais ou menos pouco duvidosas!
Pré-requisitos vagos e lassos a discutir por empatia. Dá-se preferência a contornos psicológicos bem delineados.
Respostas para qualquer jornal da minha preferência ou para esta entrada de blogue (eheheheh)
6 de junho de 2009
Rodobalho, CNM e RUC apresentam... Balharuco
A prometer mais que promessas, certezas! Certezas da animação dos Endiabrados a Sete e dos Pés batendo a Terra, de um workshop orientado pela Gi e até de um Golpe de Estado em véspera de eleições (eheheh).
Sei que sou suspeita, e que com tanto adjectivo isto saiu em estilo publicitário LOL... mas estou mesmo em pulgas eheheh!

Encontramo-nos lá?
Duvidas ou mais informações sobre o Balharuco, vejam em www.rodobalho.com
28 de maio de 2009
Silêncios nos caminhos vermelhos
Sem palvras que me apeteçam, espero redimir-me com esta brincadeira de um destes dias.
A musica é o excerto inicial da 21 gramas dos Fol&Ar... se não conhecem vejam aqui: http://www.folear.com
14 de maio de 2009
GEFAC, pelos vistos hoje estou ali...
Bom, pelo menos bio-fisico-químicamente hei-de estar em algum lado, mesmo que existencialmente me distraia e não exercite o suposto erro de Descartes enunciado pelo Damásio e não esteja, exista em lado nenhum... mas isso não será hoje. Hoje hei-de deleitar-me com certeza em estar ali, lá, aqui...

Baralhados? Vão ver que promete (que eu já espreitei ensaios e estou em pulgas pelo resultado final)!
É no Covento de S. Francisco às 22h. Dias 14 (hoje) e 15 (amanhã) de Maio!
12 de maio de 2009
Dançando com Roncos e Curiscos... Mas o Colectivo chama-se RODOBALHO
Sim, somos nós, ai ai ai, que este domingo fomos dançar com os belíssimos/as tocadores/as dos Roncos e Curiscos, por convite simpático deles... Depois lá meti a colher, mas de tão torta... esqueci-me de dizer o nome do colectivo! Dei a definição e o nome passou-se-me... ai tão tortinha Ana Bicazinha.
É Rodobalho pá! Rodobalho! Rodobalho! Rodobalho! O colectivo para a promoção das danças tradicionais em Coimbra chama-se Rodobalho!... Cara..*+#...mela!
http://www.rodobalho.com/
E as meninas até dançam quando não estão paradas eheheh! E os meninos e meninas até tocam e animam as hostes, LOL. Grande plano do Didjiridoo. Será que o cancelamento do programa teve alguma coisa a ver com esta dança e estes Roncadores do Curisco? A chuva... quero eu dizer... se calhar trocámos os passos e de um Pingacho fizemos uma Pingacha!!!
E ouviram bem que o Baião se engana e no fim diz os Roncos e Coristas???? Quem são as coristas, tá parvo?! Eh eh eh!
Cá vai a segunda musica tocada pelos Roncos e Curiscos:
5 de maio de 2009
Primavera
4 de maio de 2009
E quando não é amor?
9 de abril de 2009
Impressões de Viagem III
8 de abril de 2009
Impressões de Viagem II
Outro destino...
Com um sorriso, deixou-se na vida nova o amigo em pânico mental de ser assolado por multidões de Mozarts invadindo esquinas; e na cidade, a Pinakoteque que se queria ter visitado para além da porta fechada. Não se deixaram as visões de bicicletas, agora por outras ruas, uma entrou até na família pelas mãos de uma prima que recebeu um presente. A viagem correu-se em trânsitos de pés no chão, de pés no ar em voo, de carril, ou de quatro rodas... e nos dias seguintes com cheiro e vontade de quatro patas de ovelha ou pónei. Ficou só o cheiro.
-“Sei bem que tenho uma névoa de cigarro em volta. Afasta os mosquitos!”
Londres cheirou-se a Starbucks e depois a “bitter”. Londres solarenga de arranha-céus espelhados no fim de tarde, antes de conversas familiares na casa mais aziaga da Rua do Principe Negro, sem a presença do Harry Potter mas com a novidade do Watchmen em livro por companhia antes do filme.
Londres ficou para depois no lombo do transporte de aluguer. Uma meia de lã de conversas de caras antigas e novas foi-se tecendo aos poucos, a cinco agulhas; desfiada a ponta do novelo em refeições caseiras de pub de aldeia e pés molhados nas areias pretas de praias que um dia derrotaram invasões bretãs a golpe do povo.A vegetação densa cedeu como o dia e Darthmoor aproximou-se em mistério nocturno, perdida por estradas estreitas, onde contam as lendas já muitos não encontraram retorno.
“-In half a mile, turn left! In half a mile, turn left! Turn left! Turn left! Turn left!”
O cão dos Baskerville uivava o seu chamamento em voz digital mal compreendida, dirigindo os faróis até à porta de um celeiro, a estadia de repouso no meio da treva. O entusiasmo do insólito mistério. Animais patinhavam e resfolegavam mansos e surpresos, na quinta Burberrys, sem que acendessem a fogueira húmida para aquecimento das almas. A saliva revolvia-se nas papilas como reflexo de outro cão igualmente famoso até se resolver enchendo dos pratos as barrigas e do esforço crepitarem tons laranja.
O frio da pedra empedreceu ossos que custou aquecer no molhado da chuva. No molhado das pontes e dos círculos antigos de Grimspound. Cinzento. Casas, pedras, riachos e chuva, passeios na erva à procura de antanho e termos de chá quente e risos com biscoitos a renovar coragens para os engasgamentos do ponto morto do automóvel.
“- I am taking my license. Do you want me to drive?”
Um bigodinho de Poirot num episódio à beira mar, saltou de uma falésia no desejo de comer ostras. Ostras imaginadas e suculentas justificaram milhas, para ser impossível abri-las depois e partir à cata de um abrigo de lona para a noite. Sempre a chuva. Chuva e estrelas frias em botas más, acenando com os pés adeus aos vintes e comendo camarões fritos numa fofa alcatifa cor de laranja antes do deitar.
7 de abril de 2009
Impressões de Viagem I
Uma vez avistados, os Alpes seguiram o comboio, nevados e agudos, serrilhados e a acrescentar sentidos à palavra Serra. Mirados de baixo, imponentes, ou em reflexo de lagos plácidos em espelho, ou torcidos nos rios turquesa do degelo. Pontilhavam-se de cedros e demais àrvores bicudas, a par de carvalhos caducos, em terras malhadas imitando as muitas vacas, entre o loiro-ruivo e o azeviche. Um azeviche verdadeiro visível em muitos montinhos da mesma cor.
"-São toupeiras!"
"- Eh, que aqui se alimentam gigantes!"
O quadro ao natural desenhou-se aos ziguezagues de volumes, bicos e cores!
Enormes janelas de corpo inteiro espiavam-se das ruas e dos trampolins nos quintais.
"-Oh! Trampoli-ins!"
Poucos prédios nas vilas, alguns nas cidades, numa vida a dois andares saída da confeitaria. Por baixo a massa fofa de tijolo burro, encimada pela cobertura a chocolate no triângulo de madeira dos quartos. Telhados de duas abas e imensíssimos quilómetros de painéis solares.
"-Olha, para além de pastores... será que ainda há lenhadores?"
Fizeram perguntar os arrumos completos de troncos de lenha cortada ao lado das pseudo-mini-quintas-quintais com barracas a lembrar casas de bonecas ou bungalows de férias.
"-Uma rede de descanso à saída de Salsburgo... à entrada de Munique."
Omnipresentes e sempre mais altos que toda a paisagem humana, exibiam-se os braços estendidos da reza nos pináculos de Igrejas e Catedrais, piramidais em topo fino de quase agulha, competindo em exercício de alongamento com o topo dos cedros que o homem ousou suplantar.
"- Os Americanos bem querem convencer toda a gente que os hamburguers são o prato mais comido no mundo. Mas não é verdade!"
"- Não me digas que queres outro Kebab?"
Salivaram-se as papilas no mercado, no degusto de sandes de queijos ou carnes várias, vegetais suculentos, crus ou grelhados em pães de inúmeras sementes e na "Weisse biere" do dizer de alguém, escorrida em várias goelas.
Um carrilhão espreitou da praça o clarão sonoro do espanto e palmas depois da espera, para que os cavaleiros se enfrentassem em justa até que um caísse e seguisse a dança sob arcadas de ramos. Alheio à dança, longe dali, um homem criava copos e borboletas de vidro na cor do fogo, rodeado pela ciência arrumada em muitas salas e espiado de perto por bisontes extintos de um tecto falso de Altamira.
-"Está a nevaaar!"
O vestido bávaro, cintado em corpete que poderia ser bordado mas era de lã preta e simples, repousou num saco dentro da mala, enquanto o céu cobriu a cidade de flocos, vestindo-a mansamente com as cores da noiva fria. Passos lentos bordariam todo o rendilhado complexo de histórias e vidas humanas no dia seguinte de um passeio à beira rio entre muitos.
- " Vê lá tu que, depois de tantas, hoje só vi uma bicicleta na rua e estava a ser metida dentro do metro"
-"É, isto é tudo muito plano, e chove, e gela... e escorrega! Mas pelo menos aqui ainda não vi nenhum Mozart."
22 de março de 2009
Serenidade
Um fumo brando e branco,
De cigarro em ponta acesa,
envolvido em volutas lentas
Ao som do blues...
O corpo respirado em pausa
De solidão procurada
Por saber bem estar-se por dentro
A sós,
Sem espera
Sem mais procura
Que a de ser-se Ali.
Uma semi luz do fim do dia
De alma cheia do que havia,
A alimentar o momento.
A lassidão despojada,
Espojada no sofá,
Confortada pelos braços, pela vida
Sem expectativa.
O repouso cadenciado,
Inspirado e expirado sem noção.
E não falta nada ao momento
A sensação... o som, o fumo branco, azul do blues,
a serenidade feliz.
16 de março de 2009
13 de março de 2009
UniVerso nas noites de lua cheia

Hoje escolhi publicar na mensagem abaixo os "Ventos Universais", ou os "Ventos do amor Universal"... porque me lembrei dele quando me apeteceu escrever aqui sobre os encontros UniVerso, nas noites de lua cheia cá em Coimbra na Galería Ícone (Pátio da Inquisição). Vejam http://universocirculo.blogspot.com/
Estes encontros começaram há muito pouco tempo, esta 4a feira foi o terceiro. São encontros de partilha, de poemas e textos, pessoais ou de autores, lidos em círculo ao ritmo improvisado e próprio de cada um! Gerando conversas ou silêncios... Cadências de linguagens, imagens e emoções... no conforto sereno do círculo, e às tantas um dedinho de vinho do Porto surgiu para aclarar gargantas.
Esta quarta feira enrolaram-se e desenrolaram-se poemas cortados e lidos de um fio, leram-se poemas pintando narizes, e outros poemas, e prosas de vários autores, e poemas e contos pessoais... um conto que terminava com imensos vegetais à volta de uma fogueira!!! E a frase que às vezes surgia no final de uma leitura: "Não queres repetir?"
Eu quero certamente! Na próxima lua cheia...
Ventos do Amor Universal no Ciberespaço
- Vou fugir.
- Foge, foge…
Vem ao topo do castelo,
onde o meu tubo amarelo,
solta bolhas de sabão.
Segue-lhes a direcção.
Saem vivas, diminutas,
Atrevidas, voam soltas
ou rebentam-se no chão.
Miríades de arco-íris rubicundo,
elevadas no ar, e dispersas p’lo mundo.
Mas sopra-se o vento suão,
e elas não chegam a Portimão.
- E a Albufeira?
Serão capazes, poderão?

- Talvez uma se perca pela beira,
De um fio de ar que subiu,
E assim elevada consiga
Encontrar quem o pediu.
- Onde? Onde?
- Às cinco da tarde à direita,
Se mirares na brisa estreita,
No topo da rocha maior,
Talvez te brilhe ao redor,
Uma bola pequenina,
Rodada de saia menina,
dançando de súbita cor.
Nota: Este texto merece uma nota pela experiência gira que foi dialogá-lo. Surgiu no msn, num dia de parvoeira mental em conversa com o dono do http://www.martelodaletra.blogspot.com/. Na altura, em 2008, eu não tinha blogue e foi publicado lá. Hoje tenho e quero-o aqui junto aos outros eheheh. Fica o vento universal a bater dos dois lados eheheh e a dispersar as bolas de sabão.
8 de março de 2009
Maria
4 de março de 2009
Estendal de amores
3 de março de 2009
Bailarina
2 de março de 2009
Sonolência
Refluiu em vagas quentes,
crescentes,
a hora imprópria...
descendo dos ombros à base da coluna,
num estremecimento,
aterrando pesado no centro estomacal.
A digestão.
Hum... suspirou-se o gemido
Em onomatopeias da vontade...
De ceder ao corpo e fechar um olho,
Pesado, e fechar os dois,
Sentir o negro calmo da batida,
O coração.
Tum-tum, Tum-tum,
Ritmado, convidativo.
Mas negá–lo e agitar um calafrio
A despertar!
Prender as pálpebras à existência luminosa.
Não ceder, não adormecer!
O peso de toneladas
Firmado na gravidade muscular.
Os olhos a bater em par ao par do tempo
E a impossibilidade de formar mais raciocínios
Um canto aninhado e...
Humhum,
Tum-tum, Tum-tum,
Silêncio.
02.03.09
27 de fevereiro de 2009
The rain in spain stays mainly in the plain...
24 de fevereiro de 2009
Fui à guerra
Fui
Um dia fui para a guerra e estive lá.
Tomou-me vinda de fora,
nos estertores das armas,
nas pernas brutas correndo montanhas,
nos punhos fechados que puxam e nos abertos que empurram,
no aço frio que corta a gume, mais que a bala,
na urgência de agir em silêncio e de imediato antes do grito.
Fui correndo ao medo, para o medo...
E ela possuiu-me, tendo-a eu possuído.
Tive a guerra.
Tive a guerra dentro do peito a toda a hora,
encerrada e expelida às golfadas ao rufar dos tambores.
Ansiosa a romper as entranhas, desvairada, contorcida,
Reactiva até aos silêncios, que a pouco e pouco desapareceram.
O rugir. O clamor que tomou conta dos membros,
Até que deixasse de ser possível imobilizá-los jamais,
Pará-los do perpétuo movimento, um instantinho que fosse,
Para descanso.
Doí-me da guerra.
Doí-me da guerra histérica e cansada sem saber como soltá-la,
Como desprender-lhe os cheiros dos cabelos e raspar a fuligem da pele.
Soldado recrutado por dentro, sem direito a licensas nos momentos mortos,
sem hipóteses de deserção.
Consumida no desvario do hábito reactivo aos vislumbres de dor,
de orgulho, poder, impotência e pranto.
Sem mapa ou outro mundo para onde pudesse fugir,
Carregando por todo o lado a caixa das munições,
Sempre pronta a disparar.
Porquê?
Não lembro inícios ou porquês explicados.
A minha origem da guerra... É que fui, estive e estou lá.
É que a tive e tenho... e que me doí histérica.
Os hurros, a exaustão, as munições em permanência,
Os gestos hábeis, reconstruindo as memórias do corpo,
Condicionaram o que o passado foi... e é só presente que resta.
Reagindo a seco, de ofensa em ofensa, sem cessar fogo.
No entanto, por entre os clarões do fundo da alma...
o paradoxo é que... Subjacente à força da guerra...
o desejo profundo é de paz.
R.I.P.
(24.09.08, Coimbra)
Grito de Guerra
Que venha a força…
de percorrer o mundo em grito!
Com a guerra nos braços e no músculo do coração!
Com a guerra que não mata,
com a guerra que constrói e luta,
independentemente das conotações das palavras,
independentemente dos julgamentos de valor!
Há paredes a derrubar e paredes a erguer,
se nos casebres nos entra o frio e a chuva!
Há árvores a abater e florestas a plantar,
se o clima e as gentes a não completam!
Há conceitos a partir e ideias a criar,
se os valores se agitam dentro dos sistemas!
Há estalos a distribuir e beijos a partilhar,
se os espaços se tocam e não se são indiferentes!
Com a guerra nos braços e no músculo do coração,
já não há Amazonas, nos entretantos do devir,
mas há auroras vermelhas que pedem resolução!
Chega de palavras!
Que venha a guerra na sua onomatopeia bruta!
Soem clarins e tambores!
Que eu grito e… fui!
Vassoura
Vassoura
Varre…
Varre bem!
Que uma mulher deve aprender a varrer.
Varre os lixos, as louças,
varre os laços.
Varre a cozinha, os cantos,
varre os cacos.
Varre os sentidos, as saudades,
varre os sonhos.
Varre tudo para debaixo do tapete.
Para um dia ao levantares as pontas
recordares a porcaria que juntaste!
23 de fevereiro de 2009
Barriga
Oh e se eu criasse um blogue?
Destaques
Cáceres de um café
Distração de início de 2025... Erros de perspetiva e cor, aceites ainda assim, traços que tremem na imperfeição da mão. Pouco treino, muit...



